sábado, 22 de outubro de 2011

Trabalho Aprovado para o X EDUCERE ( 2011) na PUC-PR

A INCLUSÃO DO PEDAGOGO HOSPITALAR NA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL DE SAÚDE

OLIVEIRA, Tyara Carvalho de – SME/DC/RJ

tyara.oliveira@gmail.com

Eixo Temático: Pedagogia Hospitalar

Agencia Financiadora: não contou com financiamento

Resumo

As transformações na sociedade contemporânea contribuíram para consolidar o entendimento da educação como um fenômeno multifacetado. A educação hoje não é mais vivenciada apenas na escola. Há a necessidade cada vez mais premente de capacitar e trabalhar com profissionais da educação (professores, diretores, coordenadores, pedagogos) que respondam e atendam a diversidade das demandas da sociedade atual. As novas possibilidades de atuação desses profissionais rompem as barreiras e ultrapassam os muros da escola. Daí a necessidade do Pedagogo em diferentes ambientes educacionais localizados fora da escola. Nas empresas, nas organizações não governamentais (ONGs), nos meios de comunicações, nos órgãos sistêmicos (Secretarias, Ministérios) e nos hospitais esse profissional e requisitado para atender as novas demandas sociais. Esse artigo tem como objetivo: 1) mapear a função do pedagogo identificando a função e abrangência de atuação, 2) refletir sobre a formação do Pedagogo e sua profissionalização, 3) analisar os limites de atuação desse profissional procurando elencar fatores que dificultam a sua ação pedagógica nos ambientes educacionais não escolares neste caso o ambiente hospitalar. Ainda chama atenção para desconhecimento por parte dos profissionais da área da saúde, independente do seu grau de formação, das determinações legais que determinam a necessidade do oferecimento de atendimento pedagógico no ambiente hospitalar. Outro dado relevante indica que as pesquisas sobre formação de professores para atuar em hospitais mostram que formação docente centra-se no cotidiano da escola regular e os cursos de formação de profissionais da saúde não consideram o professor como participante da equipe multidisciplinar que trabalha no ambiente hospitalar. Mas afinal qual será a função/atuação do Pedagogo Hospitalar na equipe Multiprofissional de Saúde?

Palavras-chave:. Educação Hospitalar. Pedagogia Hospitalar. Equipe Multiprofissional

sábado, 24 de setembro de 2011

Trabalho Aprovado para a XIV Semana Cientifica do Centro Universitário de Barra Mansa/RJ

UMA CLASSE POUCO CONHECIDA: as classes hospitalares

Autor: Tyara Carvalho de Oliveira

No contexto atual não cabe falar apenas de escola inclusiva, mas, sim, de sociedade inclusiva. Um dado no mínimo curioso a ser acrescentado diz respeito ao desconhecimento por parte dos alunos do Curso de Pedagogia a respeito de algumas modalidades da Educação Inclusiva. Esse trabalho torna-se relevante na medida em que essa modalidade de educação ainda é pouco conhecida, inclusive nos meios educacionais e da saúde. Esse desconhecimento provoca equívocos tanto por parte das famílias cujos filhos precisam ficar hospitalizados por algum tempo, e mesmo em termos do atendimento pedagógico a ser oferecido. Assim, passa a ser um desafio, inclusive para os cursos de formação de professores em termos da difusão da informação e mesmo de uma formação que inclua esse campo de atendimento educacional. O atendimento pedagógico hospitalar, denominado Classe Hospitalar, é uma dessas modalidades “desconhecidas”. O estar hospitalizado já caracteriza a criança e/ou adolescente como portador de necessidades especiais independentemente que essa necessidade seja temporária ou permanente. A criança e/ou adolescente é um cidadão que tem o direito ao atendimento de suas necessidades e interesses mesmo quando está doente. Em termos da prática pedagógica da classe hospitalar, esta implica interligações dos diversos aspectos de sua realidade (a criança, a patologia, os pais, os profissionais da saúde, o professor) com a realidade fora do hospital (Fonseca, 2003). Tal prática implica, inclusive, maior atenção dos Cursos de Formação de Professores quanto às possibilidades de atuação e formação que emergem das demandas mais amplas da sociedade. As demandas da sociedade transformam-se, necessariamente, em demandas de formação.

sábado, 13 de agosto de 2011

SABER PEDAGÓGICO EM AMBIENTE HOSPITALAR: mapeando elementos do fazer e do agir.

Autores: Tyara Carvalho de Oliveira. Aluna de Pós-Graduação UCAM/RJ

Prof Dra. Amélia Escotto do Amaral Ribeiro. UERJ/FEBF e INES

Este estudo se propõe a investigar os mecanismos através dos quais o saber pedagógico hospitalar se constitui. Toma como pressuposto que ainda não existe no processo de formação inicial do professor “conteúdos de formação” sobre espaços alternativos de atuação docente, como os referentes ao ambiente hospitalar. Torna-se, pois, relevante explicitar as formas como esse saber docente se constrói. Isto é, de que maneira o saber pedagógico hospitalar, enquanto um saber que se constitui na e pela ação, encontra (ou não) marcas das lembranças (marcas simbólicas) da formação inicial. Assim, através da analise de relatos de professores que atuam em ambiente pedagógico hospitalar, pontuam-se aspectos relacionados a: razões que o motivaram a esse tipo de atuação , estratégias de estruturação do fazer e do saber pedagógico, e que elementos da formação inicial orientam sua prática. Resultados parciais indicam que, ainda não se tem dados da prática pedagógica exercida no ambiente pedagógico hospitalar que permitam a proposição de um estatuto desse saber.

Palavras-Chaves: Formação de Professores, Classes Hospitalares, Saber Docente.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS:

AROSA, Armando C.; SCHILKE, Ana Lúcia. A Escola no Hospital: espaço de experiências emancipadoras. Niterói:Intertexto, 2007.

MATOS, Elizete Lúcia Moreira; MUGIATTI, Margarida Maria Teixeira de Freitas. Pedagogia Hospitalar: a humanização integrando educação e saúde. Petrópolis. RJ. Vozes, 2006.

SHÖN, D. A . Educando o professor reflexivo:um novo design para o ensino e aprendizagem.PortoAlegre: ArtesMédicas Sul, 2000.

TARDIF, M., LESSARD, C. O trabalho docente: elementos para uma teoria da docênciacomo profissão de interações humanas.Petropólis,RJ, Vozes,2005.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

"INDICAÇÕES PARA ATUAÇÃO DOCENTE EM CLASSES HOSPITALARES

Oliveira, Tyara Carvalho de, Ribeiro, Amélia Escotto do Amaral. (2006)
"INDICAÇÕES PARA ATUAÇÃO DOCENTE EM CLASSES HOSPITALARES", em I
Fórum Nacional de Atendimento Escolar Hospitalar. São Paulo, Brasil.

Resumo Expandido

Tyara Carvalho de Oliveira
Pós Graduada em Gestão em Saúde e Administração Hospitalar -
Universidade Estácio de Sá/RJ
Amélia Escotto do Amaral Ribeiro
Doutora em Educação, Mestre em Educação e Mestre em Filosofia pela
PUC/RJ. Professora da UERJ/FEBF.

Esse texto amplia a reflexão a respeito da formação de professores, em um contexto social de demandas múltiplas, redefinindo espaços de atuação. Dentre estes, as Classes Hospitalares. Aprofundar a reflexão e o conhecimento sobre a Classe Hospitalar enquanto campo de atuação docente justifica-se na medida em que se observa certo desconhecimento a respeito dos aspectos conceituais e teórico-metodológicos que envolvem essa modalidade de ensino. A relevância de estudos neste campo relaciona-se com a possibilidade de desvelar para os Cursos de Formação de professores, um universo tanto conceitual quanto de atuação. Resultados parciais de pesquisa descritiva realizada em diferentes espaços hospitalares revelam que um dos desafios a ser superado se refere às especificidades da prática docente nessa modalidade de ensino. Os dados coletados ratificam o que a literatura sobre o tema vem apontando. Em outras palavras, o professor de classe hospitalar desempenha um papel de mediador entre a criança e o hospital; para a criança ou adolescente hospitalizado, o contato com o professor e com a classe hospitalar é uma oportunidade de ligação com os padrões da vida cotidiana e com a vida em casa e na escola (Fonseca, 2003). Acrescenta-se ser indispensável o conhecimento das patologias mais freqüentes na unidade hospitalar em que atua para saber dos limites clínicos do paciente-aluno. Daí a necessidade de um preparo pedagógico, associado a uma orientação pedagógica especifica ao campo de atuação da classe hospitalar (Ortiz, 2000). Quanto ao perfil pedagógico - educacional, torna-se relevante a adequação à realidade hospitalar, o respeito às potencialidades do aluno, motivando e facilitando sua inclusão no contexto escolar hospitalar. Tal inclusão implica estímulo à criança, tendo o conhecimento como elo entre o desejo de saber e a superação do distanciamento entre as necessidades curriculares (de cada criança) e o ambiente hospitalar. O MEC (2002), no documento "Classe Hospitalar e atendimento Pedagógico domiciliar: estratégias e orientações" recomenda ao professor coordenador da proposta pedagógica da classe hospitalar ou em atendimento domiciliar o conhecimento sobre a dinâmica e o funcionamento dessa modalidade de ensino, assim como as técnicas pedagógicas e terapêuticas dela decorrentes, as rotinas da enfermaria, dos serviços ambulatórias e das estruturas de assistência social. Sua atuação articula-se com a equipe de saúde do hospital, com a Secretaria de Educação, com a escola de origem do educando de modo a orientar os professores de forma mais adequada.Sugere-se que tenha formação em Educação Especial, em Pedagogia ou Licenciaturas; que tenha noções sobre as doenças e condições psicossociais vivenciadas pelos educandos e suas características. E, ainda, adequar e adaptar o ambiente às atividades e aos materiais, planejar o dia-a-dia da turma, registrar e avaliar o trabalho pedagógico desenvolvido.Assim, exige-se um professor capacitado para trabalhar com a diversidade humana e cultural, para identificar as necessidades educacionais especiais dos educandos impedidos de freqüentar a escola, definindo e implantando estratégias de flexibilização e adaptação curriculares.

Palavras- Chave: Formação de Professores; Classe Hospitalar;
criança/adolescente hospitalizado.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
FONSECA, E.S. Atendimento Escolar no Ambiente Hospitalar. São Paulo: Memnon. 2003
MEC/SEESP. Classe Hospitalar e atendimento pedagógico domiciliar: estratégias e orientações.Brasília.
MEC/SEESP.2002
ORTIZ, Leodi Conceição Meireles. Construindo classe hospitalar: relato de uma pratica educativa em clinica pediátrica. Revista reflexão e Ação, v.8, n.1,p.93-100, jan/jun.2000.


quinta-feira, 7 de julho de 2011

AS CLASSES HOSPITALARES COMO MODALIDADE DE INCLUSÃO


Autores: Tyara Carvalho de Oliveira (Pós-Graduação UESA)

Prof. Dra. Amélia Escotto do Amaral Ribeiro FEBF/UERJ

No contexto atual não cabe falar apenas de escola inclusiva, mas, sim, de sociedade inclusiva. Isto se justifica na medida em que a inclusão não se restringe apenas aos portadores de algum tipo de deficiência; estende-se a todos que, de alguma forma, precisam ser incluídos (minorias étnicas,....). No contexto brasileiro, observa-se que a escola, na maioria das vezes, estrutura-se predominantemente para atender ao aluno ideal. Como conseqüência, constrói-se no imaginário institucional e pedagógico protótipos do que seja esse “aluno ideal”, e os alunos passam a serem classificados em duas categorias, qualitativamente distintas: os ditos “normais” e os “anormais”. Romper com essa visão dualista é o primeiro desafio a ser enfrentado pelo professor. Um dado no mínimo curioso a ser acrescentado diz respeito ao desconhecimento por parte dos alunos do Curso de Pedagogia a respeito de algumas modalidades da Educação Inclusiva.

O atendimento pedagógico hospitalar, denominado Classe Hospitalar, é uma dessas modalidades “desconhecidas”. O estar hospitalizado já caracteriza a criança e/ou adolescente como portador de necessidades especiais independentemente que essa necessidade seja temporária ou permanente. Assim, a classe hospitalar não inviabiliza os conceitos de integração e normalização. A criança e/ou adolescente é um cidadão que tem o direito ao atendimento de suas necessidades e interesses mesmo quando está doente. Em termos da prática pedagógica da classe hospitalar, esta implica interligações dos diversos aspectos de sua realidade (a criança, a patologia, os pais, os profissionais da saúde, o professor) com a realidade fora do hospital (Fonseca, 2003). Tal prática implica, inclusive, maior atenção dos Cursos de Formação de Professores quanto as possibilidades de atuação e formação que emergem das demandas mais amplas da sociedade. As demandas da sociedade transformam-se, necessariamente, em demandas de formação.

sábado, 18 de junho de 2011

COMPETÊNCIAS E HABILIDADES PARA ATUAÇÃO DOCENTE EM CLASSE HOSPITALAR

Esse texto amplia a reflexão a respeito da formação de professores, em um contexto social de demandas múltiplas, redefinindo espaços de atuação. Dentre estes, as Classes Hospitalares. Aprofundar a reflexão e o conhecimento sobre a Classe Hospitalar enquanto campo de atuação docente justifica-se na medida em que se observa certo desconhecimento a respeito dos aspectos conceituais e teórico-metodológicos que envolvem essa modalidade de ensino. A relevância de estudos neste campo relaciona-se com a possibilidade de desvelar para os Cursos de Formação de professores, um universo tanto conceitual quanto de atuação. Resultados parciais de pesquisa descritiva realizada em diferentes espaços hospitalares revelam que um dos desafios a ser superado se refere às especificidades da prática docente nessa modalidade de ensino. O professor de classe hospitalar desempenha um papel de mediador entre a criança e o hospital; para a criança ou adolescente hospitalizado, o contato com o professor e com a classe hospitalar é uma oportunidade de ligação com os padrões da vida cotidiana e com a vida em casa e na escola. Acrescenta-se ser indispensável o conhecimento das patologias mais freqüentes na unidade hospitalar em que atua para saber dos limites clínicos do paciente-aluno. Daí a necessidade de um preparo pedagógico, associado a uma orientação pedagógica especifica ao campo de atuação da classe hospitalar. Quanto ao perfil pedagógico - educacional, torna-se relevante a adequação à realidade hospitalar, o respeito às potencialidades do aluno, motivando e facilitando sua inclusão no contexto escolar hospitalar. Tal inclusão implica estímulo à criança, tendo o conhecimento como elo entre o desejo de saber e a superação do distanciamento entre as necessidades curriculares e o ambiente hospitalar. No documento do MEC(2002) recomenda ao professor coordenador da proposta pedagógica da classe hospitalar ou em atendimento domiciliar o conhecimento sobre a dinâmica e o funcionamento dessa modalidade de ensino.